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Âncora de papel

by Miguel Oliveira

Voltar para os braços da minha mãe

20.07.19, Miguel Oliveira
(este texto pede uma banda sonora apropriada. Clique na imagem para ouvir) É sexta feira. O relógio marca 1h32 da madrugada. Nunca como agora, desde que me lembro, olhei para as horas desta forma. É tempo de voltar. É tempo de regressar ao que é meu, onde me sinto eu. É tempo de regressar a casa.  Uma semana fora. Uma semana entre vilas que (...)

O vizinho de trás

05.07.19, Miguel Oliveira
Certamente já viveu a experiência de estar numa plateia qualquer ou num banco de um transporte público e o vizinho de trás, quando existe, estar sempre aos toques na cadeira. Ao início esperamos que tenha sido por distração. Depois esperamos que a pessoa repare. No fim, incomodados com a situação, já só queremos dizer que pare. Dizemos sempre? Acredito que nem todos nós nos viremos para trás para chamar a atenção. Acomodamo-nos. Esperamos que passe e distraímo-nos com outra (...)

A alimentação que não se vê

04.07.19, Miguel Oliveira
A sociedade tem alterado alguns dos seus hábitos de consumo. Por moda, preocupação ou cuidado com a saúde, a ideia que tenho é que temos vindo a tomar alguma consciência com o que comemos. Preocupamo-nos com o que ingerimos, com o que compramos para fazer as nossas refeições e onde comemos. Mas não somos feitos apenas de um corpo que precisa de alimentação cuidada para existir e funcionar. Somos feitos, também, de uma outra alimentação, de uma outra dimensão. Uma dimensão (...)

Inspiração

03.07.19, Miguel Oliveira
O post de hoje é muito simples, direto e objetivo. Daqueles cujo único propósito é parar e refletir. Se lesses a tua história de vida num livro, inspirar-te-ia?  

Bem-estar psicológico e sexual

02.07.19, Miguel Oliveira
Este é um post diferente, mas muito próximo daquilo que costumo partilhar aqui.  Com o objetivo de "estudar a relação entre o bem-estar psicológico e o bem-estar sexual", uma equipa de investigadores do Porto em parceria com o Canadá procuram perceber a relação entre estes dois construtos.  É através das investigações que se avança no conhecimento. É através da partilha de pensamentos, ideias feitas e mitos que se consegue informar melhor a população. Por isso, e por (...)

A fórmula da traição

01.07.19, Miguel Oliveira
Um artigo recente, focado nas questões da infidelidade, revela que tanto em homens como em mulheres, as traições ocorrem por carência. É por estarmos carentes dentro da relação que vamos procurar fora aquilo que julgamos fazer-nos falta.  Assim, e se for possível escrever uma tal fórmula, será esta a fórmula da traição:   (- eu) + (- tu) + (- nós) = carência   E aqui se encerra muita informação. Não nos sentimos carentes só pelo que o outro não nos dá (ou não (...)

Pequenas questões

28.06.19, Miguel Oliveira
Todos temos dias difíceis. E as dificuldades podem ser bastante diversas. Difíceis porque somos apanhados pelos imprevistos; difíceis porque temos muito trabalho; difíceis porque há muitas situações aborrecidas para tratar; difíceis porque apetecia-nos tudo menos aquilo que temos para cumprir; difíceis porque tudo nos sai ao lado. Seja como for, há dias difíceis para todos. Porém, o que fazemos nós nesses finais de dia?  Quantas vezes, no fim de um dia difícil, olhamos para (...)

Acariciar fragilidades

23.06.19, Miguel Oliveira
Gosto de entrevistas. E este gosto está assente na possibilidade de ouvir histórias, de conhecer pessoas, formas de estar na vida, formas de enfrentar situações. No fundo, e aplicando um conceito teórico da minha área de formação, gosto de entrevistas pela possibilidade de receber visões múltiplas sobre as situações que são comuns, em algum momento da vida, a cada um de nós.  Numa dessas entrevistas ouvi uma frase que me fez muito sentido e que, desde então, não me (...)

Apenas um pedido: ama-me!

21.06.19, Miguel Oliveira
"Ama-me! Mas ama-me sempre, cada dia um pouco mais. Ama-me com o teu olhar, com o teu sorriso, com o teu beijo inesperado. Ama-me com o teu corpo, com a tua boca doce, com o teu toque atrevido.  Ama-me nos dias chuvosos e cinzentos, da mesma forma que me amas nos dias alegres, luminosos e soalheiros.  Ama-me em público e privado, sempre com o mesmo olhar intenso e apaixonado.  Ama-me nu ou vestido, com a melhor ou a pior roupa.  Ama-me nas noites de jantares românticos e nos dias em (...)

Quando dois iguais fazem melhor que dois diferentes

20.06.19, Miguel Oliveira
Quer queiramos quer não, vivemos ainda numa sociedade onde existe desigualdade de género, onde cabe às mulheres a maior responsabilidade no que toca às tarefas domésticas e à educação dos filhos. Porém, no outro dia dei por mim a imaginar como é que essa realidade seria vivida nos casais homossexuais.  Nos casais homossexuais masculinos, não há mulher para fazer o jantar, pôr a mesa ou ir às compras; nos casais homossexuais femininos, não há homem que lave o carro, que (...)