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Âncora de papel

by Miguel Oliveira

Ser ou estar?

Quando a felicidade é o bem mais desejado

09.09.19, Miguel Oliveira
"Aprenda a ser feliz" é o subtítulo de um livro com o qual me cruzei. Não conheço a autora nem o conteúdo do livro. Porém, e não querendo interferir com os possíveis conteúdos brilhantes do mesmo, ao ler a frase, pensei: será mesmo que conseguimos ser felizes? Ser feliz é algo que se conquista, como uma qualquer outra aprendizagem, e se mantém permanente no tempo? Como é que reagimos quando não nos sentimos felizes? Que frustração nos invade quando damos por nós e nos (...)

Paixão

02.09.19, Miguel Oliveira
Chamam-lhe paixão. Alguns dizem que é o que antecede o amor. Outros acham não tem de ser um antecessor. Eu não sei em quem acreditar. Só sei que penso em ti desde que te conheci.  Encontrámo-nos sem quê nem para quê. Aconteceu. Daqueles acontecimentos simples, inusitados e improváveis. Entre olhares tímidos, fomos falando. Partilhei coisas sobre mim, ao mesmo ritmo com que fazias o mesmo. Fomo-nos conhecendo. Um dia depois do outro e tu ias sendo visita lá de casa.  A noite (...)

O melhor lugar para um concerto

23.08.19, Miguel Oliveira
Imagine-se num concerto há muito desejado. O dia do concerto chegou. Depois de um dia longo, de muita espera e alguma ansiedade por poder estar perto do seu ídolo, está na hora do espetáculo. Com tempo, foi-se colocando nas primeiras filas. A multidão vai-se chegando e, aquilo que até há uns minutos era um lugar confortável, transforma-se num lugar de sufoco, apertado, sem espaço e que inviabilize, e muito, a sua oportunidade de aproveitar o concerto que há muito queria.  O que (...)

E se o amor fosse...?

20.08.19, Miguel Oliveira
Gosto de intensidade. Mesmo nas coisas mais simples, se forem oferecidas com intensidade, tudo fica melhor, tanto o momento como a recordação. E no amor não podia ser diferente. Não para mim! Se o amor fosse uma bebida, não quereria uma bebida de tara perdida nem o vinho mais barato do supermercado; preferia um vinho de reserva, o mais galardoado e caro que existisse, cujo sabor melhora com o tempo.  Se o amor fosse um prato de comida, não queria uma "diária" de um qualquer (...)

Brincadeiras na areia

18.08.19, Miguel Oliveira
O dia está quente. Ladeados por uma água calma, azul e brilhante, eles brincam na areia branca da praia. "Trouxeram a casa às costas", como diriam os seus avós se ali estivessem. Entre carros, baldes, raquetes e discos voadores, estão ali. Andam para a frente e para trás. Correm, saltam, molham-se e sorriem. Falam alto da mesma forma como sussurram baixinho ao ouvido de um amigo: alegres. É alegres que estão o tempo todo. Há alegria na corrida para a água; há vivacidade nos (...)

Mundo de atualizações

06.08.19, Miguel Oliveira
Vivemos numa sociedade de consumo. À nossa volta tudo é feito para que queirarmos trocar o velho de hoje pelo novo de amanhã. Tudo o que se pretende é que queiramos mais e melhor. E há sempre mais e melhor, ou pelo menos é isso que nos tentam passar. De pessoas a bens, há sempre possibilidade de troca.  Tudo está cada vez mais tecnológico, e onde há tecnologia há sempre espaço a melhorias, inovações e tendências. Os topos de gama de hoje são antiguidades amanhã. Seja nos gadget (...)

Três semanas de mim

04.08.19, Miguel Oliveira
A vida é curiosa, e se estivermos atentos às pequenas coisas que nos vão acontecendo, conseguimos encontrar um fio condutor na maior parte das situações.  Este post é um desabafo. Um desabafo que surge na altura em que já me sinto preparado para o fazer. Este blog não é um mero blog, onde partilho coisas bombásticas ou pensamentos brilhantes, nem tão pouco habituo os seguidores a qualquer tipo de periodicidade. Este é um "caderno meu", é a minha âncora que não sendo de (...)

A vós, queridos avós

26.07.19, Miguel Oliveira
Hoje celebra-se o Dia Mundial dos Avós.  Há tempos, algures numa frase perdida, li que os avós são pais com açúcar. Não podia concordar mais com esta frase. Pela doçura, pela preocupação, pela dedicação, pelo mimo, são pais com açúcar.  Numa entrevista recente, perguntaram-me como via a minha infância. A resposta foi simples e imediata: na companhia dos meus avós. As memórias vão para lá. Vão para as idas às compras com o meu avô; para as limpezas em casa, com o (...)

Sobre dias felizes

24.07.19, Miguel Oliveira
Há dias e dias. Depois, há dias felizes. Aqueles em que estamos felizes! Aqueles onde as horas não custam a passar, onde tudo flui e tudo tem o seu tempo. Aqueles dias em que nos sentimos competentes, escutados e valorizados. Aqueles em que tudo à nossa volta faz sentido. Aqueles em que queremos gritar ao mundo e partilhar toda a emoção que vai dentro de nós! Hoje está a ser um dia assim. Um dia feliz! Não que me tenha saído dinheiro numa raspadinha ou que tenha ganho alguma (...)

Onde estão as pernas do nosso corpo?

23.07.19, Miguel Oliveira
Andamos sempre a correr e, na maioria das vezes, corre mais a nossa cabeça que o nosso corpo.  Na viagem para o trabalho, onde estamos com a cabeça? Na discussão do dia anterior, no problema que ficou por falar ou nas tarefas que nos aguardam para realizar, por exemplo.  Na viagem para casa, quão longe anda a nossa cabeça? Vai nas tarefas de casa, na lista de compras do supermercado ou no fim de semana que queremos que chegue?  Numa viagem, mesmo de passeio, por onde andamos? A (...)