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ÂNCORA DE PAPEL

ÂNCORA DE PAPEL

E se o amor fosse...?

Gosto de intensidade. Mesmo nas coisas mais simples, se forem oferecidas com intensidade, tudo fica melhor, tanto o momento como a recordação. E no amor não podia ser diferente. Não para mim!

Se o amor fosse uma bebida, não quereria uma bebida de tara perdida nem o vinho mais barato do supermercado; preferia um vinho de reserva, o mais galardoado e caro que existisse, cujo sabor melhora com o tempo. 

Se o amor fosse um prato de comida, não queria uma "diária" de um qualquer restaurante, que se serve na mesma dose, todos os dias, em todos os locais; em vez disso, queria um prato do mais alto e requintado restaurante, tão pormenorizado, intenso e delicado que quase nos atrevemos a não tocar. 

Se o amor fosse uma paisagem, não queria uma paisagem que todos visitam, que todos conhecem e onde todos vão em busca da melhor fotografia; ao contrário disso, escolheria o local mais recôndito, desconhecido pela maioria, mas edificado e preservado pela natureza. 

O amor é assim. Pelo menos o meu amor, a minha forma de o entender. Tem de ser singular, intenso e único. 

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