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Âncora de papel

by Miguel Oliveira

Tarefas inadiáveis

09.10.18, Miguel Oliveira

O tempo passa e vamo-nos tornando cada vez menos atentos ao que nos rodeia e, sobretudo, a quem nos rodeia. Por culpa de quem? Acredito que, em grande parte, do ritmo de vida que levamos, onde as obrigações e responsabilidades nos sugam o tempo, a atenção, a criatividade, a sensibilidade. A par desta azáfama em que vivemos, somam-se as tarefas para realizar nos amanhãs, iludidos num amanhã que pode não chegar, ignorando a noção de finitude que tem a vida. 

Cada pessoa tem a sua vida e os seus planos mas posso afirmar, sem sobre de dúvida, que se tudo acabasse no próximo minuto, ficava muita coisa por cumprir.

Então, pense comigo:

 

- O que quer fazer que há muito anda a adiar?

- Com quem não está há muito tempo e gostava de encontrar?

- A quem quer dar um abraço?

- A quem gostava de dar um beijo?

- Há quanto tempo espera pela altura ideal para tomar aquela decisão?

- Com quem gostava de passar um bom momento?

- Quantos obrigados é que deve?

- A quem deve um pedido de desculpas?

- Com quem precisa de ter uma conversa séria?

- Há quanto tempo adia aquele encontro?

- De que sorriso tem saudades?

 

Isto são apenas algumas das muitas questões que deveríamos fazer com regularidade, não para diminuir a lista de tarefas pendentes, mas para vivermos enquanto temos essa oportunidade, com tudo aquilo a que temos direito.