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Âncora de papel

by Miguel Oliveira

Papéis e papás

18.01.19, Miguel Oliveira
António sempre foi o palhacinho da família. Desde pequeno que fazia rir todos à sua volta. Na escola era o mestre das situações inusitadas e das gargalhadas. Cresceu, formou-se e hoje é advogado, profissão que exigiu de António um lado mais sério e concentrado.  Somos seres humanos, seres inseridos numa sociedade com a qual vivemos. Nela, temos múltiplos papéis, diferentes funções em variadíssimas circunstâncias. Somos filhos, irmãos, colegas, profissionais, amantes, (...)

À procura do amor

15.01.19, Miguel Oliveira
Ao contrário de muita gente da minha idade, eu continuo a gostar de ver televisão e televisão portuguesa, na sua maioria. Cresci com ela e habituei-me a ocupar os serões com a sua companhia. Uma das coisas que me cativa na televisão, à semelhança dos demais meios de comunicação, é o seu poder de entrar pela nossa casa e de nos trazer mensagens, de nos fazer parar para escutar o que nos é dito. Nunca como agora vi tantos programas de amor, de procura de um(a) parceiro(a), de (...)

Já não se fala de amor

15.11.18, Miguel Oliveira
Crescemos com contos de fadas, histórias de príncipes e princesas que tudo fazem para vingar o seu amor, filmes onde as personagens principais se encontram em determinado momento do seu percurso e algo acontece, de forma inesperada, marcando-os e dando um novo rumo às suas vidas. Assim sendo, não é de estranhar que o primeiro impulso quando se fala em amor, sobretudo nos mais novos, seja o de um sinónimo de felicidade, um sentimento de nível superior onde tudo é bom e os (...)

A vida num novelo

09.11.18, Miguel Oliveira
Imaginem dois novelos de lã, perfeitamente enrolados. Um deles, pensem-no com cores alegres, cores vivas e que vos transmita coisas positivas. O outro, imaginem-no com tons mais tristes. O primeiro, o das cores garridas e positivas, é o novelo do amor. O outro, carrancudo e cinzentão, é o novelo do medo. Esta analogia surgiu-me depois de me cruzar com uma citação de um livro que dizia algo do género: o ser humano é norteado apenas por dois marcos - o amor e o medo. É cada um (...)

Amor, uma brincadeira de criança

20.10.18, Miguel Oliveira
Hoje venho falar-vos de amor, amor nos tempos modernos.  Imaginem duas crianças. Uma delas tem um quarto cheio de brinquedos, de todas as cores e feitios, um cenário idílico capaz de abrilhantar o olhar da pequenada. No entanto, esta criança salta de brinquedo em brinquedo, não se satisfazendo com o muito que tem, dizendo que não prestam, que já não gosta de brincar com eles, que não servem para aquilo que gostava de fazer.  Por outro lado, a segunda criança tem apenas um (...)

(doces) Panquecas

08.09.18, Miguel Oliveira
Gosto de cozinhar. Para mim cozinhar é um momento de entrega, de criação, de preparação de algo para o outro. Dizem que quando se cozinha com amor sai sempre bem. Partilho dessa ideia.  Hoje experimentei uma receita nova e resolvi partilhá-la. É uma receita de panquecas, tão simples e tão saborosas. Daqueles pequenos prazeres que nos enche a alma e o coração, que nos faz fechar os olhos e ficar ali, apenas a saborear o momento e a iguaria. De tão boas que eram, resolvi (...)

Amor. O verdadeiro amor

28.08.18, Miguel Oliveira
Amavam-se. Não havia qualquer dúvida disso. Para eles o amor era aquilo que tinham: a confiança um no outro, a certeza e segurança de poderem contar um com o outro para tudo, em qualquer momento, para qualquer situação; o abraço dado de forma genuína e intensa, onde o corpo acalmava e uma certeza de dias melhores surgia inesperadamente; os olhares que falavam e sorriam, não sendo preciso nada mais; os beijos que sabiam melhor do que quaisquer outros, assim como as brincadeiras (...)

Tempo de revisão

03.08.18, Miguel Oliveira
Quase tudo à nossa volta exige manutenção e dedicação. É por sabermos disso que cada um de nós, dentro daquilo que são as suas rotinas e os seus gostos, presta atenção ao que nos rodeia, independentemente do género, idade, classe social, etnia ou religião. Proponho um exercício: coloque-se à frente de um espelho e olhe para si. Independentemente do género, idade ou constituição física, procure na sua imagem exemplos de características a que presta atenção (...)