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Âncora de papel

by Miguel Oliveira

À procura do amor

15.01.19, Miguel Oliveira
Ao contrário de muita gente da minha idade, eu continuo a gostar de ver televisão e televisão portuguesa, na sua maioria. Cresci com ela e habituei-me a ocupar os serões com a sua companhia. Uma das coisas que me cativa na televisão, à semelhança dos demais meios de comunicação, é o seu poder de entrar pela nossa casa e de nos trazer mensagens, de nos fazer parar para escutar o que nos é dito. Nunca como agora vi tantos programas de amor, de procura de um(a) parceiro(a), de (...)

Amor sem compromisso

10.01.19, Miguel Oliveira
"Procuro diversão sem compromisso" foi a primeira mensagem que Martin enviou a Gabi, depois de a aplicação de encontros ter feito match entre os dois. É mais ou menos desta forma que começa o filme que vi ontem (Newness). Pouco tempo depois, num bar, Martin diz sentir-se "um dildo agarrado a um corpo quente", quando os dois falavam da utilização de aplicações para encontros.  Chamam-lhe amor, mas dos tempos modernos. É o tempo das relações abertas, das relações que não (...)

Rituais

29.12.18, Miguel Oliveira
No seu sentido figurado, um ritual define-se como "um conjunto de regras ou procedimentos que devem ser seguidos num ato solene ou formal" (Dicionário Priberam da Língua Portuguesa). Por outras palavras, podemos dizer que um ritual é aquilo que executamos individualmente, a pares ou em grupo, carregado de valor simbólico. Porém, serão os rituais importantes na nossa vida quotidiana? Considero que sim. Por um lado, fornecem-nos um traço mais grosso do que somos enquanto indivíduos (...)

À velocidade de um fósforo

20.11.18, Miguel Oliveira
Queremos tudo, achamos que temos o direito a tudo e abraçamos tudo antes que tudo acabe. Se há algum mal? Penso que não, pelo menos até certo ponto. Afinal, só temos esta vida e é com ambição e sonhos que nos descobrimos e evoluímos. O problema é quando essa ânsia e rapidez se instala na nossa vida e passamos a viver num fragmento de segundo. Tudo é vivido à velocidade de um fósforo, um countdown semelhante ao dos Insta Stories que nos invadem e acompanham o dia a dia.  Co (...)

Já não se fala de amor

15.11.18, Miguel Oliveira
Crescemos com contos de fadas, histórias de príncipes e princesas que tudo fazem para vingar o seu amor, filmes onde as personagens principais se encontram em determinado momento do seu percurso e algo acontece, de forma inesperada, marcando-os e dando um novo rumo às suas vidas. Assim sendo, não é de estranhar que o primeiro impulso quando se fala em amor, sobretudo nos mais novos, seja o de um sinónimo de felicidade, um sentimento de nível superior onde tudo é bom e os (...)