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Âncora de papel

by Miguel Oliveira

E se não houvesse espelhos?

14.06.19, Miguel Oliveira
Nas ruas, nos locais públicos ou em casa, há sempre onde possamos ver o nosso reflexo. Seja em espelhos, montras, janelas ou portas envidraçadas, lá estamos nós refletidos. Há quem os adore, quem os odeie e quem lhe conceda a importância necessária para as tarefas do dia a dia. Porém, e porque os assumimos como fazendo parte da nossa rotina, já pensou como seria se não houvesse espelhos?  Na era do narcisismo digital, como alguns lhe chamam, como seria se, de repente, não nos (...)

Festinhas para homens de barba rija

06.06.19, Miguel Oliveira
Uso barba, mas sempre a aparei e desfiz em casa. Porém, e pela primeira vez, hoje tive oportunidade de ir a uma barbearia, daquelas barbearias modernas que se instalaram nas cidades.  Adorei o atendimento, a atenção e o trabalho. Foi, de facto, uma boa experiência. Mas não é sobre ela que quero falar.  Estava eu recostado na cadeira do barbeiro, já no fim do serviço, de cara tapada com uma toalha humedecida, quando o senhor que me estava a atender me coloca o after shave na (...)

Amar alguém é um show de strip

21.05.19, Miguel Oliveira
Quando conhecemos alguém, conhecemos uma pessoa totalmente vestida, tão protegida e agasalhada como os adeptos dos desportos de inverno. São casacos, luvas, gorros, óculos, meias grossas, botas e muita roupa. Chegam até nós com estas camadas e com a sua bagagem.  Com o passar do tempo, a confiança vai-se instalando. Começam por pousar a mochila, carregada de recursos e memórias. Num ambiente mais acolhedor, cedem-nos o casaco, as luvas, o gorro e as botas. Vamo-nos sentindo mais (...)

O que é um "final feliz"?

07.05.19, Miguel Oliveira
Há dias, num programa matutino, falava-se de divórcio. Queria falar-se da tomada de decisão e do que é a vida pós-divórcio. Para uma das convidadas, a decisão tinha sido "horrível". Era o assumir de um "falhanço", era assumir que o projeto que se quer de uma vida tinha fracassado e que todos à sua volta iriam encarar uma "falhada", que não conseguira levar um projeto até ao fim. Lidar com a situação foi "doloroso". Em oposição, do outro lado da moeda estava alguém que (...)

Amor, uma arte abstrata

29.04.19, Miguel Oliveira
Há dias, falava com um amigo sobre relações e o impacto que uma relação que não foi aquilo que esperávamos pode ter em nós e na nossa capacidade de considerar futuros envolvimentos amorosos. A ideia de que nem tudo é cor de rosa, de que demos mais do que aquilo que recebemos e a destruição de sonhos vividos a dois são algumas das consequências de uma relação que "correu mal". Mas a consciência de que nem tudo é cor de rosa é bom. Ficamos cientes dos dois lados que (...)

Ao meu amor

27.04.19, Miguel Oliveira
Às vezes surges em conversa, sempre que se fala em histórias de amor e de paixões. És o maior e mais recente exemplo de uma história de amor, da minha história de amor. Satisfeita a curiosidade sobre a relação e o seu fim, surge sempre a inevitável pergunta: "Ainda se dão?". A minha resposta: "Claro! Somos grandes amigos. É o meu melhor amigo!". E como é que não poderias ser o meu melhor amigo? Ao longo da nossa relação, uma relação que se foi construindo com pezinhos de (...)

Opostos ou Iguais? Equilibrados!

24.04.19, Miguel Oliveira
Diz o povo que os opostos se atraem. Em certa medida até posso concordar, mas não me parece que o mesmo dito popular possa ser aplicado a uma relação duradoura. Porém, duas pessoas iguais também não me parece que seja a melhor combinação para uma relação se desenvolver e perdurar. Nem opostos nem iguais. O ideal? O equilíbrio!  Não podemos ter duas pessoas tão iguais que se fundam uma na outra, nem tão distantes que se percam no espaço que existe entre elas. Precisamos, (...)

Atração: uma paleta de cores

21.04.19, Miguel Oliveira
Todos os dias nos cruzamos com imensas pessoas. Porém, há dias em que nos cruzamos com alguém que mexe connosco, alguém portador de um qualquer magnetismo que nos prende a ela horas sem fim. Chamamos-lhe atração, dizemos que temos borboletas na barriga e suspiramos sem fim, a olhar o vazio, com um sorriso ingénuo e sincero. É isto que vem com a paixão, que vem com a atração por alguém.  Mas por que é que umas pessoas nos chamam à atenção e outras nada nos dizem? Por que (...)

Sem rótulo, por favor

17.04.19, Miguel Oliveira
Aprendemos na escola que os adjetivos são palavras que caracterizam os nomes, indicando-lhes qualidade, defeito, estado ou condição. Por outras palavras, adjetivos são palavras que colocam "peso" em cima dos nossos ombros, quer sejam positivos ou negativos. E é esse peso que colocamos aos nossos ombros quando decidimos rotular tudo e mais alguma coisa. Rotulamos tudo num abrir e fechar de olhos. De imediato, dizemos que aquela experiência foi "boa" ou "má"; que tivemos um "bom (...)

Síndrome da figura pública

15.04.19, Miguel Oliveira
"Foi tão bom, tão bonito, tão completo que a gente nem fotografou, nem localizou, nem postou. Apenas viveu!"   O novo ano trouxe-me um novo olhar sobre as redes sociais ou, pelo menos, um à vontade maior de afirmar o que já há algum tempo pensava. No tempo dos diretos e das stories, as redes sociais são um elemento presente na vida de qualquer um, deixando de ser algo que apenas diz respeito à malta nova. Para uns é uma ferramenta de trabalho, para outros um hobby ou ainda uma (...)