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Âncora de papel

by Miguel Oliveira

A vós, queridos avós

26.07.19, Miguel Oliveira

Dia dos avós

Hoje celebra-se o Dia Mundial dos Avós. 

Há tempos, algures numa frase perdida, li que os avós são pais com açúcar. Não podia concordar mais com esta frase. Pela doçura, pela preocupação, pela dedicação, pelo mimo, são pais com açúcar. 

Numa entrevista recente, perguntaram-me como via a minha infância. A resposta foi simples e imediata: na companhia dos meus avós. As memórias vão para lá. Vão para as idas às compras com o meu avô; para as limpezas em casa, com o pano amarelo do pó na cabeça, na companhia da minha avó; na ida ao teatro com eles; nos intermináveis verões na praia, a fazer campismo; nos serões a conversar sobre o dia; na ajuda a fazer os trabalhos de casa, na cozinha; no pão que era pendurado na porta, ao fim do dia; nas conversas sobre as suas vidas e os desafios de outros tempos. Seja qual for o tempo da minha vida, a memória será com eles.

Cresci com eles. Aprendi com eles. A maioria dos valores são deles. A capacidade de lutar e fazer pelo outro vem essencialmente da minha avó. A seriedade, preocupação e capacidade de pensar, do meu avô. Hoje, com 24 anos, sou muito deles. Com orgulho. Com amor. Vem deles o gosto pelo teatro e pelos passeios. Vem da minha avó (e dos meus pais), o gosto pela limpeza e arrumação. O gosto pela tecnologia foi herdado do meu avô. A pacatez e o pouco alarido sobre a vida privada também vem deles. O gosto de contar histórias e de fazer serões na companhia daqueles que consideramos família, também é herança deles. 

Que bom que é ter herdado tanta coisa deles. Que bom que é ser quem sou com bases tão sólidas e felizes. A vós, queridos avós! 

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