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Âncora de papel

by Miguel Oliveira

Cristina, por exemplo

19.11.18, Miguel Oliveira

Cristina Ferreira foi eleita Mulher do Ano na gala Men of The Year, da revista GQ Portugal. As notícias dão conta do acontecimento e os comentários, muitos deles como têm sido hábito sempre que se fala da apresentadora, são depreciativos, questionando o seu papel e contributo para a sociedade, não faltando os comentários à sua voz estridente, ao seu estilo “parolo”, como dizem, e às muitas férias que faz. Como pessoa influente que é, e isso é inegável, há quem a adore e quem a odeie. Gostos à parte, este é só um exemplo para abordar o assunto sobre o qual escrevo hoje. 

Não temos de gostar nem de nos identificarmos com toda a gente. Nisso não há mal nenhum e este não é um texto a favor ou para defender a apresentadora. No entanto, os comentários e as questões que se levantam em torno desta nomeação são o exemplo daquilo que é a realidade dos nossos dias: olhamos pela superfície, tecemos comentários rápidos e fáceis sobre tudo e todos, lá do alto da nossa sabedoria e poder de argumentação.

As redes sociais tornaram-se poços de (múltiplas) verdades absolutas, auditórios de gente informada e detentoras de conhecimento fidedigno, onde a ofensa e o insulto surgem de forma gratuita. Sobre isto, penso que falta humildade, que falta noção, que falta algum controlo nas palavras e na "língua", porque estamos a falar de pessoas e de vidas, que não conhecemos, porque mais ou menos familiar, só quem está no convento sabe o que lá vai dentro. Se pudesse deixar um conselho, assinava por baixo do psicólogo Jordan Peterson - "Ponha a sua casa em ordem antes de criticar o mundo". 

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