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Âncora de papel

by Miguel Oliveira

M

08.03.19, Miguel Oliveira

M. Não foi lapso ou falha. M é o título deste texto, deste agradecimento. M de mais. M de melhor. M de Mulher. Ainda que não goste muito de celebrar o que quer que seja só por ser o seu Dia, era impensável não deixar um comentário neste que é o Dia Internacional da Mulher. 

Não vou falar de paridades, lutas, direitos ou deveres. Vou, à semelhança do que procuro sempre nestas questões, falar com o coração e não com a cabeça. Tenho 24 anos e cresci rodeado de Mulheres, três em especial: a minha bisavó, a minha avó e a minha mãe. Cresci com ensinamentos de três gerações, três gerações que me passaram os valores que tanto prezo e que tanto me dizem. Em qualquer uma delas vi a luta e o suor para conseguir algo na vida. Em cada uma delas vi o amor e o carinho que depositavam em cada coisa, acima de tudo. Em cada uma delas vi a serenidade no olhar e o afeto no tato. De cada uma recebi o exemplo máximo de que o que é feito e dado com coração tem mais valor do que qualquer outra coisa. Gente simples, humilde, sem vaidades. Gente honesta, sempre de mangas arregaçadas, trabalhando para os seus e ajudando os outros. É isto que é ser Mulher. É por estas Mulheres que admiro o sexo feminino. 

Diz-se muitas vezes, na eterna guerra dos sexos, que as mulheres são seres capazes de fazer muita coisa ao mesmo tempo. Talvez seja verdade e talvez seja isso que mais admiro nelas. É a força, é a coragem, é o ir porque tem de ser e porque indo, fazem tudo até conseguir. Acredito que também haja homens assim, até porque não somos seres assim tão díspares, mas existe uma determinação, uma garra e uma coragem que muito me cativam. 

A todas as Mulheres, um grande, grande abraço, sentido e agradecido, por serem o que são e por me ensinarem tanto! Feliz Dia Internacional da Mulher!