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Âncora de papel

by Miguel Oliveira

Pessoas sem piscas

25.09.18, Miguel Oliveira

Sabem quando vamos na estrada e parece que os outros carros deixaram os piscas nas oficinas? Não conduzo, mas uma das coisas que mais me irrita, seja quando ando a pé ou de carro com alguém, é o facto de grande parte das pessoas não fazerem pisca. Vamos atrás, seguindo o caminho tranquilamente e depois somos obrigamos a abrandar e a esperar uma decisão que nos elucide sobre o caminho que vão tomar. Num ápice, e sem dar aviso de si, mudam de rumo e nós ficamos ali, apanhados de surpresa, sendo obrigados a reagir de imediato para seguir caminho, que atrás vem gente.

A olhar para estes carros, numa manhã agitada em hora de ponta, como tantas outras, lembrei-me de certas pessoas com quem nos vamos cruzando. Entram nas nossas vidas, fazem parte da viagem connosco mas ao fim de algum tempo, sem quê nem porquê, seguem sem dar sinal de si. Fomos atrás delas e quando esperávamos que nos dessem um sinal, umas luzes, seguem inesperadamente por outro caminho. Resultado? Ficamos inquietos, questionando qual a necessidade, mas sem grande tempo para reflexões porque a situação obriga-nos a aceitar e a seguir em frente. Não era mais fácil terem feito sinal e cada um seguia a sua vida, sem abrandamentos? 

Acho que nos esquecemos das ferramentas com que vimos incorporados. Mas estão lá, não custa nada usar... 

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