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Âncora de papel

by Miguel Oliveira

Querer e saber receber

25.03.19, Miguel Oliveira

Na lista dos sonhos e dos quereres, poucos são os espaços em brancos. Queremos muito, desejamos muito e tudo tem de ser feito com a devida intensidade. Porém, não nos podemos esquecer do que pedimos, do que desejamos e, sobretudo, da disponibilidade que temos para saber receber e retribuir o que pedimos, especialmente quando esses quereres envolvem terceiros, igualmente com sonhos e vontades. 

Não quero ser o melhor namorado do mundo. 

Não quero ser a pessoa com o melhor corpo. 

Não quero ser o rapaz mais atrevido e safado que possa existir. 

Não quero ser o melhor ouvinte nem o melhor conselheiro. 

Não quero ser melhor que ninguém nem o melhor em nada. 

Quero, isso sim, ser eu, com tudo o que tenho. Quero ser gostado, desejado e respeitado tal como sou, com o que posso dar hoje e com o que posso oferecer amanhã, se assim for o meu entendimento. Não precisamos de alguém que nos queira mudar. Precisamos, isso sim, de alguém que esteja connosco na mudança, que nos incentive e apoie numa transformação, se for esse o nosso desejo. E peço isto com a absoluta convicção de que irei proporcionar as mesmas coisas a quem estiver do outro lado. Respeito por si e por mim. Respeito e afeto, por cada um e pela relação. 

Que nunca desejemos algo que não consigamos receber ou retribuir. Será um desejo em vão, num mundo com tanta coisa para alcançar.