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Âncora de papel

by Miguel Oliveira

Ser ou estar?

Quando a felicidade é o bem mais desejado

09.09.19, Miguel Oliveira

"Aprenda a ser feliz" é o subtítulo de um livro com o qual me cruzei. Não conheço a autora nem o conteúdo do livro. Porém, e não querendo interferir com os possíveis conteúdos brilhantes do mesmo, ao ler a frase, pensei: será mesmo que conseguimos ser felizes? Ser feliz é algo que se conquista, como uma qualquer outra aprendizagem, e se mantém permanente no tempo? Como é que reagimos quando não nos sentimos felizes? Que frustração nos invade quando damos por nós e nos achamos pouco felizes? Que diferenças haveria em nós se nos ensinassem ferramentas para "estarmos felizes" em vez de "sermos felizes"?

 

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Há quem diga, e sou da mesma opinião, que andamos neste mundo só por dois motivos: procurar o maior estado de prazer, de felicidade, e eliminar a dor, o sofrimento. Tudo o que fazemos tem por base estas duas premissas. No entanto, tenho para mim que a felicidade não é algo permanente, mas sim um estado. Não se é feliz. Está-se feliz em diferentes momentos. Vai-se estando feliz, por períodos mais ou menos longos, de uma forma mais ou menos estável. A vida é muito cheia para se ser feliz o tempo todo, mas não é cheia o suficiente para que não haja espaço e liberdade, aliada com vontade, para fazermos o nosso caminho, para fazermos por estarmos felizes.

Se me perguntarem se tenho uma vida feliz? Sim, tenho. Pensando no meu conceito de felicidade e de necessidades satisfeitas, tenho tudo para ter uma vida feliz. Porém, há momentos em que não me sinto feliz, seja porque aconteceu alguma coisa, seja porque o tempo não ajuda ou por outro motivo qualquer. Nessa altura, ao achar que é fácil ser feliz, poderia ficar incomodado, poderia achar que me estava a falhar alguma coisa, que todos conseguiam sê-lo, menos eu. Por outro lado, se eu tiver a consciência que a felicidade é um estado, que há muitos fatores que contribuem para esse sentimento e que, é tão natural como equilibrado eu sentir-me feliz como me sentir triste, talvez a minha postura seja diferente. Talvez a forma como encaro os "dias pouco felizes" seja mais natural e mais leves. É só uma reflexão... 

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