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Âncora de papel

by Miguel Oliveira

Só porque (não) faz sentido

18.05.19, Miguel Oliveira

Todos os dias nos cruzamos com muitas pessoas. Umas são-nos estranhas; outras conhecemos de vista; algumas fazem parte da nossa rede; outras já fizeram; e ainda há aquelas que, por algum motivo, num qualquer momento de um dia, começam a fazer parte das nossas interações. Por uma qualquer razão, começamos a interagir com alguém novo. Os motivos podem ser vários, do nosso lado ou do lado da outra pessoa. O que importa frisar é que uma qualquer interação começa com um sentido. Fez-nos sentido começar, do nada. 

Ora, se aceitamos isso com naturalidade, por que não aceitamos que, da mesma forma como começou, uma qualquer interação se possa extinguir simplesmente porque já não faz sentido? E se são precisas duas pessoas para iniciar uma interação, basta apenas uma para a concluir ou, de outra forma, para não a alimentar mais. E não precisamos de esmiuçar a questão. Não temos de ficar presos em "ses" ou "porquês". Já não faz sentido. E as respostas às nossas eventuais questões são-nos dadas nas mensagens, nas ausências, nos silêncios. Nos nossos ou nos dos outros.

Hoje somos uma coisa, amanhã somos outra. A única constante é a mudança

2 comentários

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    Miguel Oliveira

    22.05.19

    Eu também me custa lidar com a quebra de um laço afetivo. Custa-me muito porque quando afirmo que existe esse laço com alguém, então é algo verdadeiro e importante para mim. Porém, a verdade é que vamos mudando, vamos querendo coisas diferentes, vamos precisando de coisas diferentes. E nessas mudanças, pode haver a necessidade de estarmos acompanhados de pessoas diferentes. Por isso, e procurando aplicar alguma racionalidade nas interações, escrevi que podemos encarar esse término da mesma forma como começou: porque fez sentido.
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