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Âncora de papel

by Miguel Oliveira

Inspiração

03.07.19, Miguel Oliveira
O post de hoje é muito simples, direto e objetivo. Daqueles cujo único propósito é parar e refletir. Se lesses a tua história de vida num livro, inspirar-te-ia?  

Bem-estar psicológico e sexual

02.07.19, Miguel Oliveira
Este é um post diferente, mas muito próximo daquilo que costumo partilhar aqui.  Com o objetivo de "estudar a relação entre o bem-estar psicológico e o bem-estar sexual", uma equipa de investigadores do Porto em parceria com o Canadá procuram perceber a relação entre estes dois construtos.  É através das investigações que se avança no conhecimento. É através da partilha de pensamentos, ideias feitas e mitos que se consegue informar melhor a população. Por isso, e por (...)

Pequenas questões

28.06.19, Miguel Oliveira
Todos temos dias difíceis. E as dificuldades podem ser bastante diversas. Difíceis porque somos apanhados pelos imprevistos; difíceis porque temos muito trabalho; difíceis porque há muitas situações aborrecidas para tratar; difíceis porque apetecia-nos tudo menos aquilo que temos para cumprir; difíceis porque tudo nos sai ao lado. Seja como for, há dias difíceis para todos. Porém, o que fazemos nós nesses finais de dia?  Quantas vezes, no fim de um dia difícil, olhamos para (...)

Deixar saudade

17.06.19, Miguel Oliveira
O poema diz-nos que "As coisas vulgares que há na vida/ Não deixam saudades/ Só as lembranças que doem/ Ou fazem sorrir" (Chuva, de Jorge Nunes).  Ao atentar na letra, questionei-me sobre tudo aquilo que temos na vida e que poderia não deixar saudade. É certo que tudo faz parte e talvez precisemos das mais insignificantes vivências da mesma forma como precisamos dos grandes amores e das grandes aprendizagens, mas olhando para nós, para o que temos, para quem nos rodeia, o que (...)

Junho: celebrar

01.06.19, Miguel Oliveira
Junho. Ele chegou. E qual o verbo escolhido? Celebrar.  Curiosamente, neste que é o primeiro dia no início da segunda metade do ano, é também o Dia da Criança.  Estamos cá. Estamos vivos. Porém, quantas vezes nos lembramos dos meninos e meninas que fomos em tempos? Quantas vezes nos lembramos dos medos já ultrapassados e dos sonhos que ainda estão por realizar? Quantas vezes recuamos à nossa infância e fazemos algo para ver aquela criança sorrir de contentamento? Quantas (...)

Abraço: o toque de alma

22.05.19, Miguel Oliveira
Dizem que hoje se celebra o Dia do Abraço.  Gosto de abraços! Gosto muito de abraços! Gosto do contacto físico que eles implicam. É reconfortante, é carinhoso, é especial. Tenho para mim que os abraços são dos gestos mais bonitos e mais verdadeiros que podem existir entre duas pessoas. Sente-se quando é sincero. Sente-se quando é dado com verdade, com alma. Há abraços para todos os gostos: abraços de amigos, de familiares, de amantes; há abraços de festejo e de (...)

Só porque (não) faz sentido

18.05.19, Miguel Oliveira
Todos os dias nos cruzamos com muitas pessoas. Umas são-nos estranhas; outras conhecemos de vista; algumas fazem parte da nossa rede; outras já fizeram; e ainda há aquelas que, por algum motivo, num qualquer momento de um dia, começam a fazer parte das nossas interações. Por uma qualquer razão, começamos a interagir com alguém novo. Os motivos podem ser vários, do nosso lado ou do lado da outra pessoa. O que importa frisar é que uma qualquer interação começa com um sentido. (...)

A partida

11.05.19, Miguel Oliveira
Não lhes conheço a história. Não sei qual o motivo da viagem nem da despedida. Na verdade, não sei nada sobre eles. São dois estranhos, avistados do banco do autocarro em que estou sentado. Eles, encostados ao corrimão, esperam a sua vez. Estão serenos, de mãos dadas, frente a frente. Sorriem e olham-se intensamente. É ela quem vai de viagem. O autocarro chegou e os dois despedem-se. De corpos juntos, olham-se e trocam carícias no rosto. Voltam a sorrir. Assim que a porta do (...)

Em perspetiva

02.05.19, Miguel Oliveira
No outro dia aconteceu-me uma coisa engraçada.  Durante anos, os meus avós fizeram a mesma viagem, todas as semanas, para me vir buscar a casa dos meus pais, onde passava o fim de semana. Durante esses mesmos anos, a minha avó sempre foi ao lado do meu avô, na viagem de carro. Sempre o mesmo lugar, sempre a mesma estrada, sempre a mesma viagem.  No outro dia, viajámos ambos no banco de trás. Atenta, foi todo o caminho a olhar para o vidro, como se não conhecesse o percurso por (...)

Maio: definir

01.05.19, Miguel Oliveira
Maio é mês de definição.  Com muita ou pouca noção disso, estamos no quinto mês do ano. Estamos na 18ª semana de um ano com 52. Daqui a 30 dias, entraremos no 6º mês do ano, mês do calor, do desejo de férias, de algum descanso e, para muitos, mês de refletir sobre a metade de um ano que já passou e de outra metade que se avizinha. Antes dele, é tempo de definir o que a correria do dia a dia ainda não nos permitiu. Antes do momento do balanço, é momento de definir onde (...)