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Âncora de papel

by Miguel Oliveira

O teu corpo, a minha casa

13.04.19, Miguel Oliveira
Chegaste de rompante. Contigo trouxeste essa tua imagem segura e confiante, semblante sério e firme, que rapidamente se desvaneceu, dando lugar a esse teu sorriso doce e largo. És um menino com cara de homem mau e talvez seja isso o que mais me atrai em ti. Consigo desmontar-te. Consigo desconstruir essa tua imagem que todos os dias ousas carregar. Ficas sem jeito, enervado até, e eu deliciado, a rir-me por tamanha conquista. À beira rio, envolvidos por um sol quente de inverno, (...)