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ÂNCORA DE PAPEL

ÂNCORA DE PAPEL

Ser ou estar?

Quando a felicidade é o bem mais desejado

"Aprenda a ser feliz" é o subtítulo de um livro com o qual me cruzei. Não conheço a autora nem o conteúdo do livro. Porém, e não querendo interferir com os possíveis conteúdos brilhantes do mesmo, ao ler a frase, pensei: será mesmo que conseguimos ser felizes? Ser feliz é algo que se conquista, como uma qualquer outra aprendizagem, e se mantém permanente no tempo? Como é que reagimos quando não nos sentimos felizes? Que frustração nos invade quando damos por nós e nos achamos pouco felizes? Que diferenças haveria em nós se nos ensinassem ferramentas para "estarmos felizes" em vez de "sermos felizes"?

 

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Há quem diga, e sou da mesma opinião, que andamos neste mundo só por dois motivos: procurar o maior estado de prazer, de felicidade, e eliminar a dor, o sofrimento. Tudo o que fazemos tem por base estas duas premissas. No entanto, tenho para mim que a felicidade não é algo permanente, mas sim um estado. Não se é feliz. Está-se feliz em diferentes momentos. Vai-se estando feliz, por períodos mais ou menos longos, de uma forma mais ou menos estável. A vida é muito cheia para se ser feliz o tempo todo, mas não é cheia o suficiente para que não haja espaço e liberdade, aliada com vontade, para fazermos o nosso caminho, para fazermos por estarmos felizes.

Se me perguntarem se tenho uma vida feliz? Sim, tenho. Pensando no meu conceito de felicidade e de necessidades satisfeitas, tenho tudo para ter uma vida feliz. Porém, há momentos em que não me sinto feliz, seja porque aconteceu alguma coisa, seja porque o tempo não ajuda ou por outro motivo qualquer. Nessa altura, ao achar que é fácil ser feliz, poderia ficar incomodado, poderia achar que me estava a falhar alguma coisa, que todos conseguiam sê-lo, menos eu. Por outro lado, se eu tiver a consciência que a felicidade é um estado, que há muitos fatores que contribuem para esse sentimento e que, é tão natural como equilibrado eu sentir-me feliz como me sentir triste, talvez a minha postura seja diferente. Talvez a forma como encaro os "dias pouco felizes" seja mais natural e mais leves. É só uma reflexão... 

De que verbos somos feitos?

Verbos. Por definição, o verbo é a classe de palavras que "indicam ação, uma situação ou mudança de estado". 

O desafio que deixo hoje é simples: à noite, num momento tranquilo, pensem nos verbos que fizeram o vosso dia. Além do trabalhar/estudar, de que ações foi feito o vosso dia? Abraçar? Ler? Conquistar? Amar? Perdoar? Mudar

Como ocupamos as nossas 24 horas diárias? De que somos feitos ao fim de 7 dias? Apenas uma reflexão.

 

Tarefas inadiáveis

O tempo passa e vamo-nos tornando cada vez menos atentos ao que nos rodeia e, sobretudo, a quem nos rodeia. Por culpa de quem? Acredito que, em grande parte, do ritmo de vida que levamos, onde as obrigações e responsabilidades nos sugam o tempo, a atenção, a criatividade, a sensibilidade. A par desta azáfama em que vivemos, somam-se as tarefas para realizar nos amanhãs, iludidos num amanhã que pode não chegar, ignorando a noção de finitude que tem a vida. 

Cada pessoa tem a sua vida e os seus planos mas posso afirmar, sem sobre de dúvida, que se tudo acabasse no próximo minuto, ficava muita coisa por cumprir.

Então, pense comigo:

 

- O que quer fazer que há muito anda a adiar?

- Com quem não está há muito tempo e gostava de encontrar?

- A quem quer dar um abraço?

- A quem gostava de dar um beijo?

- Há quanto tempo espera pela altura ideal para tomar aquela decisão?

- Com quem gostava de passar um bom momento?

- Quantos obrigados é que deve?

- A quem deve um pedido de desculpas?

- Com quem precisa de ter uma conversa séria?

- Há quanto tempo adia aquele encontro?

- De que sorriso tem saudades?

 

Isto são apenas algumas das muitas questões que deveríamos fazer com regularidade, não para diminuir a lista de tarefas pendentes, mas para vivermos enquanto temos essa oportunidade, com tudo aquilo a que temos direito. 

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