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Âncora de papel

by Miguel Oliveira

Deixar saudade

17.06.19, Miguel Oliveira
O poema diz-nos que "As coisas vulgares que há na vida/ Não deixam saudades/ Só as lembranças que doem/ Ou fazem sorrir" (Chuva, de Jorge Nunes).  Ao atentar na letra, questionei-me sobre tudo aquilo que temos na vida e que poderia não deixar saudade. É certo que tudo faz parte e talvez precisemos das mais insignificantes vivências da mesma forma como precisamos dos grandes amores e das grandes aprendizagens, mas olhando para nós, para o que temos, para quem nos rodeia, o que (...)

Saudade

06.04.19, Miguel Oliveira
Sentimos saudades muitas vezes, de muitas coisas. São saudades de experiências vividas, saudades de pessoas, de locais que nos marcaram. Porém, uma questão se impõe: já alguma vez sentiu saudades suas? Saudades das suas melhores características, da sua melhor gargalhada, do seu olhar mais brilhante? Já alguma vez sentiu saudades de estar feliz apenas por si, por um feito seu? Às vezes perdemo-nos. Perdemo-nos nas obrigações, nas tarefas, nos sonhos, nos medos, nos pensamentos (...)

A nossa viagem

19.02.19, Miguel Oliveira
Lembro-me como se fosse ontem. Na rua, o vento e a chuva faziam-se ouvir. Nós, no aconchego do colo um do outro, sonhávamos com dias mais alegres e luminosos. Dali a dois meses iríamos celebrar uma data importante, tão importante que era desejada desde o primeiro dia. Foi naquele sofá, ao lado um do outro, que preparámos a nossa primeira viagem. O gosto de viajar e descobrir novos mundos era de ambos. O sonho de viver as descobertas ao lado de alguém especial era comum. A vontade de (...)