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ÂNCORA DE PAPEL

ÂNCORA DE PAPEL

Tempo

Um dia tem 24 horas. O mesmo será dizer que tem 48 períodos de 30 minutos ou 96 períodos de 15 minutos. 

Todos os dias, cada um de nós dispõe destes períodos de tempo. Porém, e reconheço isso, cada pessoa tem o seu ritmo de vida, as suas obrigações, as suas rotinas, mas começo a acreditar na célebre frase "se os outros conseguem, tu também consegues". As horas são as mesmas. O que difere é a forma como as gerimos e rentabilizamos. 

Um dia, ao folhear um livro sobre gestão de tempo, li uma frase que dizia mais ou menos isto: quantos de nós dizem que não têm tempo? Quantas vezes adiamos arrumar a casa, por falta de tempo, mas se a sogra nos liga a dizer que vai passar por lá, em dez minutos conseguimos colocar tudo no lugar? Não tenho sogra, mas atribuí verdade à frase.

Estou a desafiar-me. A procurar cumprir um novo desafio a cada dia, ainda que balizado no tempo, nos tais períodos de tempo. 15 minutos hoje de uma atividade. 15 minutos amanhã de uma nova atividade e os mesmos 15 da atividade de ontem. Seja o que for, se nos fizer sentido e nos fizer bem, é bem feito, ainda que seja pouco o tempo que lhe dediquemos. Com o tempo, fará a diferença. 

Tempo, tudo é uma questão de tempo e do que fazemos com ele. 

À superfície

Vivemos numa sociedade sem tempo, onde as horas são reféns das obrigações e não nos sobra tempo para nos olharmos, para nos escutarmos, para sermos aquilo que deveríamos ser: mais humanos. 

Quantas vezes, na azáfama do dia a dia, nos vamos distanciando daqueles que em tempos nos foram próximos? Quantas vezes já nos aconteceu cruzarmo-nos com alguém que não víamos há algum tempo e o nosso primeiro impulso é perguntar como está a sua vida? Se já namora ou casou, se já saiu de casa dos pais ou se tem filhos, se já comprou ou concretizou aquela ideia que tinha em mente da última vez que a vimos? Voltamo-nos para fora, para as conquistas, para os desafios, mas não lhe perguntamos se está bem, como se sente, se anda feliz, se está satisfeita com a sua vida, se precisa de falar sobre alguma coisa.

Sim, essa pessoa pode até já estar numa relação, mas está bem? Sente-se amada e está feliz?

Sim, conseguiu concluir o curso ou foi promovida, mas como se sente no novo cargo? Foi uma mudança positiva ou foi um virar de página acompanhado de sentimentos menos positivos?

Temos de desenvolver esta nossa forma de abordar os outros, de nos fazermos chegar e demonstrar interesse genuíno pela pessoa, pelo seu bem estar e pela sua tranquilidade. Talvez gostássemos que fizessem o mesmo por nós...

A arte de multiplicar o tempo

Há quanto tempo não tira tempo para si?
Há quanto tempo não dá tempo aos seus pensamentos?

Cada vez mais vivemos uma vida agitada, sempre daqui para ali, onde as palavras que se impõem são organização e flexibilidade. Num instante, preenchemos ainda mais a nossa agenda, seja com uma reunião, um trabalho ou um congresso. Onde julgávamos impossível arranjar cinco minutos para respirar, multiplicamos por seis e temos trinta minutos para mais um compromisso. Mas nesta azáfama, onde fica o agente da ação? No meio desta arte de multiplicar o tempo, quanto tempo conseguimos para nós? Quanto tempo dedicamos a um passeio? Quantos cinco minutos conseguimos arranjar para no fim do dia, no conforto do nosso lar, perdermo-nos no nosso pensamento?

Precisamos de tempo! Precisamos de ser mais do que um robô que executa tarefas predefinidas, em modo piloto automático. Precisamos de respirar, de passear por dentro de nós, de encontrar respostas, de encontrar forças, de encontrar ânimo. Precisamos de nos sentar, de nos escutar e de nos sentir.

Quando na arte de multiplicarmos o tempo, conseguirmos arranjar cinco minutos para os nossos pensamentos, então estaremos no caminho certo. Só nos conhecendo e sabendo o que queremos, conseguiremos ir a algum lado. 


Não é um luxo ter tempo para si. É uma necessidade!

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